A (R)evolução no Ato de Amar: sejamos o melhor do amor de Òshun

Sejamos o melhor do amor de Òshun

 

Amor:      1. forte afeição por outra pessoa, nascida de laços de consanguinidade ou de relações sociais.

  1. atração baseada no desejo sexual. Amar carrega dogmas, regras e abusos.

Quando pensamos no “amor”, jamais remetemos o ato de amar na simbologia da subalternidade. Pensamos no Amor que cura, que atrai, que sensualiza, que é bom é que suporta. Não à propósito somos gerados e paridos na obrigatoriedade de amar. Afinal de contas, se existimos, logo amamos, se amamos, logo somos felizes, não? (Deixo para livre reflexão) .

Abrir os caminhos com o assunto “afeto” é iniciar revolucionando e trazendo um monte de atravessamentos que despertam gatilhos na gente. Quando você pensa em afeto, o que te vem em mente? Família, namoro, casamento, filh@s, sexo, tesão, desinteresse, repúdio, ódio, amargura, tristeza, alegria, ou simplesmente nada.

A noção Ocidental do amor/amar, inicia propositalmente esse texto pois é diretriz tracejante dos históricos dos nossos afetos. Afetos da gente pro mundo e do mundo pra gente. Escrever sobre esse tema sempre é tão custoso pois me remeto sempre à experiências pouco desenvolvidas, ou melhor, escassamente dissecadas. Mexer nesse campo me remete ao “Estádio do espelho”, alcunhado por Lacan, que é o instante mental onde a criança capta a percepção sobre sua unidade corpórea. Logo, qual o espelho que nos norteia? Que amor é este que vemos n@ outr@ é que reflete em nós? quando nos percebemos enquanto seres de afeto?

Falar de afeto é atravessar um rio de memórias e lembranças que nos revira do avesso. Compreende-se que os afetos são plurais, mas e onde fica o amor no meio disso tudo aí?! O amor e o ato de amar soa estranho as vezes. Rasga os ouvidos e até a carne quando descobrimos que a arte de amar nos é deturpada e até negada, como bem escreve Bell Hooks em um dos seus textos. Muitas das nossas e nossos viveram sem saber o que é o amor. Aliás, nem nos dão tempo para descobrirmos o que é isso de fato. Lutamos tanto contra tantos o extermínios físicos contra nós, que é deixado de lado essa ARMA revolucionária que é AMAR. Principalmente o auto amor. Eita, esse então nem se fala. Nos doutrinam a amar o mundo com toda força e afinco, e deixar de lado nós mesmas. Nos tiram nosso espelho de Òshun no intuído de despedaçar a autoestima e tudo que nela vem arraigado. Nos tiram o afeto ao olharmos para as nossas mães, irmãs e companheiras; pois não há reconhecimento na próxima de afeto se não reconhecimento em nós. A estratégia racista é perfeita, porém combinamos de juntarmos o espelho do chão e fazer do Amor- Revolução!

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